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Queda de cabelo: sinais de deficiência nutricional e saúde do couro cabeludo

Mulher sentada à mesa com prato de salmão, abacate e vegetais, a tomar medicamentos com copo de água.
Neste artigo
  1. Quando é que a queda de cabelo deixa de ser normal?
  2. Que sinais podem revelar deficiência de nutrientes?
  3. De que forma a alimentação afecta a saúde do couro cabeludo?
  4. O champô, por si só, não resolve todas as causas da queda
  5. Que alimentos podem ajudar a fortalecer os fios?
  6. Quando deve procurar ajuda especializada?

A queda de cabelo acima do habitual pode estar associada a factores que ultrapassam os produtos aplicados nos fios. Em diversas situações, o corpo dá sinais de deficiência nutricional, com impacto directo na saúde do couro cabeludo e no crescimento do cabelo.

Quando é que a queda de cabelo deixa de ser normal?

A perda de alguns cabelos por dia integra o ciclo natural de renovação capilar. Porém, se a quantidade se tornar claramente maior durante o banho, ao pentear ou ao acordar, convém investigar a causa.

Segundo especialistas, uma alimentação com poucos nutrientes essenciais pode fragilizar os folículos capilares. Antes de voltar a mudar de champô, é importante estar atento a outros sinais emitidos pelo próprio organismo.

Que sinais podem revelar deficiência de nutrientes?

A queda de cabelo nem sempre surge isoladamente. O organismo tende a apresentar outros sintomas que podem ajudar a reconhecer eventuais carências de vitaminas, minerais e proteínas.

Se estes sinais aparecerem em simultâneo com a perda de fios, é aconselhável procurar aconselhamento profissional para uma avaliação mais aprofundada:

  • Unhas frágeis que se partem com facilidade.
  • Cansaço frequente, mesmo depois de repousar.
  • Pele seca ou com menos luminosidade.
  • Fios mais finos, baços e sem volume.
  • Crescimento lento do cabelo durante vários meses.

De que forma a alimentação afecta a saúde do couro cabeludo?

Para produzir novos fios fortes e resistentes, o cabelo necessita de nutrientes. Proteínas, ferro, zinco, vitamina D, vitaminas do complexo B e biotina intervêm diariamente neste processo.

Regimes muito restritivos, refeições com pouca proteína ou o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados podem diminuir o aporte destes nutrientes, afectando a renovação dos fios e a saúde do couro cabeludo.

O champô, por si só, não resolve todas as causas da queda

Os produtos capilares contribuem para a limpeza e a hidratação, mas não conseguem corrigir uma deficiência nutricional. Quando a causa tem origem no interior do organismo, os cosméticos, isoladamente, costumam ter resultados limitados.

Por esse motivo, a avaliação deve incluir os hábitos alimentares, o historial de saúde, a toma de medicamentos e, quando necessário, análises laboratoriais. Assim, o tratamento pode incidir sobre a verdadeira origem do problema.

Que alimentos podem ajudar a fortalecer os fios?

Uma alimentação diversificada disponibiliza os nutrientes necessários para um crescimento saudável do cabelo. O objectivo não passa por comer um alimento em particular, mas por manter um padrão alimentar equilibrado ao longo do tempo.

Ovos, carnes magras, peixe, feijão, legumes de folha verde-escura, fruta, frutos oleaginosos e sementes são exemplos de alimentos que fornecem nutrientes relevantes para os fios. A suplementação deve ser feita apenas sob orientação de um profissional de saúde.

Quando deve procurar ajuda especializada?

Se a queda se mantiver durante semanas, aumentar de forma rápida ou surgir acompanhada por falhas no couro cabeludo, o mais indicado é procurar avaliação médica. Quanto mais cedo for identificada a causa, maiores serão as possibilidades de controlar o problema.

Para além da alimentação, alterações hormonais, stresse intenso, doenças e factores genéticos também podem causar queda capilar. Um diagnóstico correcto evita tratamentos desadequados e melhora a eficácia dos cuidados.

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Miguel Ângelo Figueiredo

Miguel Ângelo Figueiredo é enólogo e consultor especializado em divinograo, com experiência na análise de castas, terroirs e processos de vinificação. Dedica-se à divulgação da cultura vínica portuguesa e acompanha de perto as tendências, produtores e práticas sustentáveis associadas ao universo do divinograo.

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