Saltar para o conteúdo
Notícias

Estudo revela como o alho pode ajudar a preservar a força muscular com a idade

Mulher madura a cortar dentes de alho numa tábua numa cozinha luminosa e moderna.
Neste artigo
  1. Alho e preservação da força muscular
  2. O papel do S1PC do alho
  3. Resultados em ratos idosos e participantes humanos

Alho e preservação da força muscular

O alho poderá ser um aliado importante no combate aos efeitos do envelhecimento. O seu potencial não se limita à pele: poderá ter especial relevância na força muscular, que diminui progressivamente com a idade. Esta perda pode ter consequências graves, pois uma queda aparentemente simples pode transformar-se num problema capaz de afetar a autonomia motora.

Uma investigação conjunta da Universidade de Washington e de instituições japonesas identificou que o S-1-propenil-L-cisteína (S1PC), um composto existente no extrato de alho envelhecido, pode levar o tecido adiposo a enviar sinais ao cérebro que contribuem para conservar a força muscular.

O papel do S1PC do alho

A experiência revelou-se eficaz em ratos de laboratório idosos e apresentou também resultados numa investigação realizada com pessoas de meia-idade. De acordo com a análise, uma única dose de S1PC administrada a humanos aumentou no sangue os níveis da proteína eNAMPT, envolvida nesta cadeia de reações.

Os investigadores sublinham que ingerir este alimento popular não permite aumentar a massa muscular com o avançar da idade. O possível efeito está, antes, na preservação da força durante um período mais longo da vida.

Resultados em ratos idosos e participantes humanos

Numa altura em que se procuram tantas alternativas “antienvelhecimento” através de medicamentos, este composto natural surge como uma possibilidade inesperada e mais natural, segundo o estudo publicado na revista científica “Cell Metabolism”. Para chegarem a estas conclusões, os cientistas administraram diariamente uma dose de S1PC a ratos de laboratório idosos durante oito meses. No final da experiência, observaram uma melhoria da força muscular, não por via do aumento de massa, mas pelo reforço da função e pela redução da fragilidade corporal.

Posteriormente, a análise avançou para humanos e envolveu 44 adultos japoneses entre os 20 e os 49 anos, com o objetivo de avaliar o impacto. Entre os participantes com 40 ou mais anos e níveis saudáveis de gordura corporal, registou-se um aumento significativo da proteína eNAMPT, responsável por “levar a informação” ao cérebro, ao fim de 120 minutos.

Ainda assim, os participantes com baixo peso não apresentaram a mesma taxa de resposta. Este resultado indica que poderá ser necessária uma quantidade mínima de tecido adiposo no organismo para desencadear o processo.

A investigação, que pode ser consultada no original aqui, pretende agora aprofundar outros aspetos, nomeadamente perceber se existem diferenças relevantes entre homens e mulheres e se o efeito em humanos é tão evidente quanto o detetado em laboratório.

Neste momento

Miguel Ângelo Figueiredo

Miguel Ângelo Figueiredo é enólogo e consultor especializado em divinograo, com experiência na análise de castas, terroirs e processos de vinificação. Dedica-se à divulgação da cultura vínica portuguesa e acompanha de perto as tendências, produtores e práticas sustentáveis associadas ao universo do divinograo.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário