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COSMOS: vinhos da Beira Interior perto das estrelas

Homem a analisar vinho tinto num copo, rodeado por garrafas, uvas e vinha ao pôr do sol.
Neste artigo
  1. COSMOS: vinhos da Beira Interior perto das estrelas
  2. Altitude, granito e castas autóctones
  3. A ligação da CARM à Beira Interior

Com uma história de três séculos ligada à produção de vinho no Douro, esta empresa familiar consolida agora a presença na Beira Interior através da nova marca COSMOS, criada a partir de algumas das vinhas situadas a maior altitude em Portugal. Daqui resultam vinhos frutados, frescos e minerais.

COSMOS: vinhos da Beira Interior perto das estrelas

A ligação da CARM ao Douro é antiga e bem estabelecida. A empresa cultiva vinha no Douro Superior desde os últimos anos do século XVIII e possui actualmente cerca de 200 hectares em redor da aldeia de Almendra. Em paralelo, a quinta de vinhos da família Roboredo Madeira tem vindo a reforçar a actividade na Beira Interior, uma aposta que ganha agora maior expressão com a apresentação da COSMOS.

Sob o slogan "Perto das Estrelas", esta gama reúne quatro vinhos leves e equilibrados, colocando a Beira Interior em evidência enquanto região de vinhos de altitude.

Altitude, granito e castas autóctones

A identidade do terroir reflecte-se em solos graníticos, num clima exigente e em vinhas plantadas entre os 650 e os 720 metros de altitude, na zona da Vermiosa, pertencente à sub-região de Figueira de Castelo Rodrigo. Na gama Colheita, surgem "vinhos mais marcados pela fruta e pela frescura, sendo fáceis de beber", explica Filipe Roboredo Madeira, CEO e produtor da CARM.

No Colheita Branco, o lote combina Síria - também conhecida como Roupeiro -, Fonte Cal e Arinto. No tinto, as protagonistas são a Tinta Roriz e a Touriga Nacional. Já os Reserva, refere o mesmo responsável, "para além do seu carácter frutado, ganham complexidade devido ao estágio em barrica e são mais marcados pela mineralidade do terroir". Os brancos desta gama recorrem a Gouveio, Síria e Fonte Cal, enquanto os tintos juntam Tinta Roriz, Touriga Nacional e Alfrocheiro.

A ligação da CARM à Beira Interior

O trabalho com castas autóctones tem sido, aliás, uma característica da família Roboredo Madeira, tanto no Douro como, agora, na Beira Interior. "Portugal é um dos países com o maior número de castas autóctones do mundo. Se queremos ser fiéis à nossa origem e à região onde estamos, sentimos a obrigação de trabalhar com castas nacionais. Só assim podemos reclamar autenticidade e respeito pelo que é nosso. Se queremos provar um bom Pinot Noir, optamos por um vinho da Borgonha, mas se queremos uma boa Touriga Nacional, sabemos que será em Portugal que a vamos encontrar", afirma o CEO da CARM.

A empresa produz actualmente um milhão de garrafas por ano, distribuídas por mais de 40 referências disponíveis no mercado.

A aposta na Beira Interior não começou agora. "É uma região à qual a família sempre esteve ligada", salienta. Os primeiros vinhos CARM produzidos nesta região datam de meados da década de 2000. "As características da sub-região de Figueira de Castelo Rodrigo, pela sua altitude, solos graníticos e utilização de castas autóctones, permite-nos produzir vinhos com carácter distinto daqueles que fazemos na região do Douro, desde logo marcados pela sua mineralidade e frescura", conclui o responsável.

CARM
Rua Calabria, Almendra
Tel.: 279 718 010
Web: carm.pt
Preço: COSMOS Colheira Branco e Tinto (P.V.P. 6,99€); Reserva Branco e Tinto (P.V.P. 12,49€)

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Miguel Ângelo Figueiredo

Miguel Ângelo Figueiredo é enólogo e consultor especializado em divinograo, com experiência na análise de castas, terroirs e processos de vinificação. Dedica-se à divulgação da cultura vínica portuguesa e acompanha de perto as tendências, produtores e práticas sustentáveis associadas ao universo do divinograo.

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