A grumixama, de nome científico Eugenia brasiliensis, é um fruto nativo da Mata Atlântica. Distingue-se pela pele roxo-escura, quase negra, e pela polpa sumarenta, doce e com uma ligeira acidez. Conhecida também como cereja-brasileira, pode ser cultivada em jardins e, com os cuidados certos, em vasos de grandes dimensões.
Porque é que a grumixama é comparada à cereja?
Pequenos, redondos e lustrosos, os frutos têm um aspecto semelhante ao de uma cereja madura. A polpa, macia e aquosa, combina uma doçura equilibrada com uma acidez discreta; quando consumida com a polpa, a pele escura confere um sabor mais marcado.
A grumixameira integra a família Myrtaceae e produz bagas roxas com uma ou duas sementes. Trata-se de uma espécie brasileira que ocorre espontaneamente na floresta húmida da Mata Atlântica, desde a Bahia até Santa Catarina.
- Pele brilhante, com tonalidades entre o roxo e o preto;
- Polpa macia, aquosa e ligeiramente ácida;
- Sabor muitas vezes associado ao de uma cereja madura;
- Frutos pequenos, que podem ser comidos directamente da árvore;
- Sementes que devem ser removidas antes de dar o fruto a crianças pequenas.
Porque é que esta árvore se adapta a jardins domésticos?
Em cultivo, a cereja-brasileira pode ser podada para formar uma copa mais compacta, facilitando a apanha. Apesar de, no habitat natural, alguns exemplares poderem atingir 15 metros de altura, as árvores cultivadas tendem a ficar pelos 6 ou 7 metros quando recebem manutenção regular.
- Escolha um local com várias horas de luz diária;
- Deixe espaço suficiente para o crescimento das raízes e da copa;
- Utilize um solo fértil, rico em matéria orgânica e bem drenado;
- Regue regularmente enquanto a planta jovem se desenvolve;
- Faça podas ligeiras após a frutificação para limitar as dimensões;
- Não permita a acumulação permanente de água junto às raízes.
É possível cultivar grumixama num vaso?
É possível cultivar em vaso, sobretudo nos primeiros anos ou com uma muda de variedade mais compacta. O recipiente deve ser grande, ter orifícios de drenagem e disponibilizar espaço suficiente para o desenvolvimento radicular. A planta exigirá ainda regas e adubações mais regulares do que uma árvore colocada directamente no solo.
A poda permite controlar a altura, mas não faz com que uma árvore de porte médio se torne naturalmente pequena. Quando as raízes ocuparem todo o vaso, poderá ser preciso mudar a grumixameira para um recipiente maior ou substituir parte do substrato. Em áreas limitadas, o crescimento e a produção de frutos podem ser inferiores.
Em que altura amadurecem os frutos da grumixama?
O período de frutificação depende do clima, da região e das condições de cultivo. Em muitas zonas, a apanha decorre entre a primavera e o início do verão, habitualmente de Outubro ou Novembro até Janeiro. Os frutos devem ser colhidos quando apresentarem uma cor escura e brilhante e se soltarem facilmente dos ramos.
A época de produção é geralmente breve, e a polpa delicada perde qualidade depressa depois da colheita, o que ajuda a compreender a sua rara presença nos supermercados. Um conteúdo sobre frutos da Mata Atlântica difíceis de encontrar no comércio destaca precisamente a curta capacidade de conservação da grumixama.
- Apanhe apenas frutos totalmente escuros;
- Manuseie-os com cuidado para não rasgar a pele fina;
- Lave-os apenas imediatamente antes de os consumir;
- Guarde os frutos no frigorífico se não forem consumidos no próprio dia;
- Utilize o excedente em sumos, compotas, caldas ou gelados.
Um fruto nativo que aproxima as crianças do jardim
A tonalidade roxa intensa e o tamanho reduzido tornam a grumixama apelativa para as crianças que gostam de acompanhar o amadurecimento e de colher os frutos directamente da árvore. Esta experiência permite também explicar a origem dos alimentos e dar a conhecer uma espécie brasileira diferente dos frutos habitualmente disponíveis nos supermercados.
Para além do consumo humano, os frutos atraem aves e contribuem para um jardim mais diversificado. O cultivo desta fruta nativa em jardins com condições adequadas ajuda a preservar uma espécie da Mata Atlântica que se tornou rara no seu habitat original, enquanto proporciona sombra, alimento e uma colheita com sabor semelhante ao da cereja.






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